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por Marvila é um movimento cívico de marvilenses e dos seus amigos. Devolve a voz aos cidadãos atentos e preocupados com o que se passa à sua volta, pelo espaço onde vivem, pela qualidade do mesmo e das suas vidas. Um sítio de vizinhança saudável que pretende abordar os mais variados temas que lhes são caros, a freguesia de Marvila, a cidade de Lisboa e às grandes questões nacionais. É um espaço plural, aberto a todos os cidadãos que queiram aproveitá-lo para colocar questões e abordar temas sobre a freguesia e o bairro onde vivem.

Reabilitação Urbana: Projecto que autoriza Regime Jurídico aprovado com toda a oposição contra

Lisboa, 03 Jul (Lusa) -- O Parlamento aprovou hoje, com os votos contra de toda a oposição, o projecto de lei que autoriza o Governo a aprovar o Regime Jurídico da Reabilitação Urbana, que prevê em casos limite a venda forçada de imóveis.

A oposição foi unânime em criticar o Governo por apresentar uma autorização legislativa a três meses de terminar o mandato.

"Com esta proposta, a três meses do final de mandato, estamos aqui a falar do que não vai ser feito neste mandato", afirmou o deputado do CDS-PP António Carlos Monteiro

in: http://noticias.sapo.pt/

 
Blogue Lisboa S.O.S. celebra um ano a denunciar o que está mal na cidade

É o blogue que tem mais fotografias de Lisboa. 50 mil garante a equipa que o produz.. Assume-se como "um blogue de cidadãos preocupados com o estado de degradação de Lisboa, sem partidos, ou outras intenções que não sejam fazer de Lisboa uma cidade melhor". É também um blogue convidado do i.

Como é nasceu o Lisboa S.O.S.? 

O Lisboa SOS nasceu de um telefonema entre dois amigos. Um, estava no Lago do Campo Grande, a ver o lixo acumular-se nas margens. O outro, na Tapada das Necessidades, a contemplar o estado do jardim. Combinaram almoçar juntos, com os filhos. Mas onde, se um sítio estava pior que o outro? Pelo telefone, falaram do estado de Lisboa e da necessidade de fazer alguma coisa. Dois ou três dias depois, publicávamos a primeira imagem.

São mesmo o site com mais fotografias online de Lisboa? Quantas fotografias têm no vosso arquivo?

Julgamos ser, de facto, o blogue com mais fotografias de Lisboa, até porque o blogue assenta essencialmente na divulgação de situações através da imagem. É extremamente difícil quantificar, mas uma estimativa apontará para mais de 50.000 fotografias. Quem duvide, fazia-nos um grande favor: contar as imagens, uma a uma, e depois dizer-nos. Nós próprios temos curiosidade...

Porquê o anonimato? 

É uma questão que nos tem sido colocada várias vezes, o que é compreensível, uma vez que, na blogosfera, o anonimato serve para dissimular intenções obscuras ou esconder agressões gratuitas. No nosso caso, entendemos que o blogue não devia ser de ninguém, mas de todos os que quisessem contribuir com fotografias.  Teria que ficar muito claro que este blogue era aberto a todos, não era o “blogue de A” ou o “blogue de B”. Havendo demasiado “umbiguismo” na blogosfera, a intenção de preservar o anonimato pode parecer estranha, mas é natural se pensarmos que o que queremos é que os protagonistas sejam todos os cidadãos. Sem conotações políticas, sem motivações partidárias, sem intenções ideológicas. Daí que cada vez mais estejamos a receber imagens ou denúncias de situações por parte de leitores, cidadãos anónimos. Ao fim de um ano, quem vir o blogue com olhos de boa fé verá que não temos nenhuma intenção que não seja contribuir para uma cidade onde todos possamos viver melhor, com mais qualidade.

Já tiveram casos de sucesso, em que as falhas apontadas no blog foram resolvidas pela autarquia?

Nas questões que suscitamos e que têm, por assim dizer, uma dimensão estrutural não existe qualquer alteração - nem tínhamos a esperança utópica que ela viesse a ocorrer. Questões como a preservação do património, a inclusão social, o combate sistemático à degradação urbana, a mobilidade, etc., não são passíveis de resolução desta forma. Quando muito, poderemos dar um contributo para que se crie entre os cidadãos o  despertar de uma maior consciência para estes problemas. Como percorremos Lisboa de lés-a-lés, um cidadão consegue aperceber-se do estado geral da cidade e até conhecer locais a que nunca foi. O ritmo do quotidiano circunscreve os cidadãos ao percurso casa-trabalho e é essa ínfima parcela de Lisboa que os cidadãos geralmente conhecem. Este blogue pretende romper com isso. Essa ruptura, em si mesma, já é um elemento de consciencialização importante. Quanto a mudanças concretas, a um nível menos estrutural, existe um conjunto de arranjos em diversos pontos da cidade para os quais o alerta dado pelo Lisboa SOS pode ter contribuído, em especial ao nível das freguesias. Mas não nos atrevemos a afirmar que foi directamente por influência nossa que tal aconteceu.

O papel da blogosfera na sociedade também passa por denunciar? 

A blogosfera passa por tudo o que os autores quiserem. É a liberdade feita caos. Daí a circunstância de nela encontrarmos o melhor - e o pior. Encontramos blogues informativos, com elementos rigorosos e úteis, blogues confessionais, que servem para exorcizarmos fantasmas íntimos, blogues interventivos, que não raras vezes alimentam desejos de protagonismo e de vedetismo. Obviamente, a denúncia de situações - e estamos a falar de situações que ocorrem no espaço público - inscreve-se na lógica dos blogues. Os blogues são até, porventura, o instrumento que melhor serve esse propósito. O Lisboa SOS não tem intuitos «pedagógicos», mas visa, de facto, denunciar situações que devem ser corrigidas - pelos poderes públicos mas também por parte dos cidadãos.

O Lisboa S.O.S. é trabalho de um homem só ou trata-se de um trabalho de equipa? 

Não, é um trabalho de equipa, uma equipa composta por 6 pessoas, das quais 3 contribuem mais activamente para o blogue, assumindo uma funções de alguma «coordenação». Mas isso vai acabar em breve. Dada a nossa recente aquisição da Microsoft e do IKEA, contamos ter 23.000 trabalhadores a tempo inteiro já a partir do mês de Agosto.

Um ano depois, valeu a pena?

Para quem faz o blogue, muitíssimo. Dá-nos muito gozo. Não é por masoquismo que passamos dias em locais degradados ou a fotografar sem-abrigo. Como não tínhamos qualquer ambição desmedida ou intenção política, para nós valeu a pena. Não por hedonismo ou diletantismo, mas porque acreditamos que este trabalho pode ir ajudando os cidadãos a perceberem que é necessária uma intervenção urgente ao nível da defesa do património histórico, apenas para dar um exemplo. 
 
Que novidades podemos esperar nos próximos tempos?

Talvez uma das qualidades do blogue seja a capacidade de surpreender. Quando o consultamos, nunca sabemos o que vamos encontrar, se a história de uma pessoa, se imagens de um palácio arruinado, se o anúncio de uma iniciativa cultural. Não temos propriamente «novidades» porque a nossa lógica de trabalho não passa por uma programação de intervenções. Temos, em todo o caso, uma lista de sítios a que iremos em breve. Simplesmente - e gostaríamos de chamar a atenção para este ponto - torna-se cada vez mais difícil fotografar em Lisboa, em plena rua, nos espaços públicos. Mesmo quando não captamos imagens de pessoas. Os entraves burocráticos ou “securitários”, o medo e a insegurança também se projectam na dificuldade do nosso trabalho. Os lisboetas estão cada vez mais fechados e desconfiados. Sentimos isso porque há muitos anos que fotografamos Lisboa e a situação tem vindo a piorar.

Veja o Lisboa S. O. S. no i 

por Marco Dinis Santos, Publicado em 02 de Julho de 2009 in:  http://www.ionline.pt/

Actualizado em ( Sexta, 03 Julho 2009 04:59 )
 
AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS ESTÃO À PORTA

Em lugar de ouvirmos promessas,  façamos, nós, os cidadãos, as propostas!

por Eduardo Gaspar

Ainda hoje quem visite a Zona N2 do Plano de urbanização de Chelas, o actual Bairro dos Lóios,  mesmo não sendo especialista nestas matérias, verificará que este bairro social, tal como muitos outros no nosso País, não foi concebido em função das pessoas que, no mesmo, foram realojadas nas décadas de 70 e 80.

O edifícado predominante é, ainda hoje, aquele que foi pessimamente construído pelo então Fundo de Fomento da Habitação – FFH, com um desenho arquitectónico  que foi experimentado, em alguns países europeus nos anos 60 e, mais tarde implodidos pelos mesmos. Edifícios de grande volumetria, com muito betão à vista, cinzentos, frios,  com ligações de uns para outros, cheio de cantos e recantos, escadas e caminhos que não servem nem  vão dar a coisa alguma.

Foram nestes pardieiros, nestes mamarrachos arquitectónicos, que foram autenticamente despejadas (sem qualquer critério e sem qualquer posterior acompanhamento social) pessoas oriundas de diversos  bairros de barracas – Quinta do Narigão, dos Peixinhos, Cambodja, entre outros e, mais tarde, das nossas ex-colónias.

Como já  o dissemos, noutras peças que aqui temos escrito, os equipamentos sociais, o comércio de proximidade foi descuidado e  os arruamentos ficaram no estado em que os empreiteiros os deixaram.

Na época, até a recolha dos resíduos sólidos domésticos foi esquecida!...

Não há muitos anos atrás as poucas plantações existentes eram aquelas que alguns “carolas”  tinham plantado e mantido.

Foram os laços de vizinhança o espírito de cooperação e de entreajuda, trazidos dos bairros de barracas, que motivou a auto-construção  de um campo de jogos e dos respectivos balneários e da sede duma colectividade  denominada por "Jovens Rebeldes" que funcionou como clube promotor de algumas modalidades desportivas e de actividades  culturais e recreativas e como pólo que foi fundamental para a sociabilizarão de adultos e jovens e, como atrás se disse, para promoção do desporto, designadamente, do futsal e da cultura, nomeadamente, dos jogos tradicionais e do teatro amador e muitos bailaricos.

Foi no último mandato da coligação liderada pelo Dr. João Soares que a população dos Lóios com alguma imaginação e muita persistência conseguiu colocar o Bairro na lista das prioridades da Câmara Municipal de Lisboa e assistir quer à edificação dos equipamentos sociais, quer às primeiras plantações de árvores e de uns jardins e à requalificação de três espaços públicos - ruas Adães Bermudes; parte da Luis Cristino da Silva e da Praça Raul Lino. Quanto aos demais, como dissemos noutra peça, os projectos ficaram no papel e o dinheiro para a sua execução, oriundo do III Quadro Comunitário de Apoio foi,  muito provavelmente, devolvido à Comunidade Europeia por falta de aplicação.

A população dos Lóios, crianças e adultos, continua e continuará a não possuir um  espaço verde e um jardim e  menos um parque que seriam certamente importantes para a sua, saudável e  desejável, sociabilização e/ou  fortalecimento de laços vizinhança.

A camada jovem (em grande número), se excluirmos um pequeno campo localizado na Adães Bermudes, não possui locais suficientes onde possa jogar livremente como acontecia antes da construção do Polidesportivo dos Lóios.

Porém, no Bairro dos Lóios existe um espaço privado, há anos abandonado, que, em tempos integrou a chamada Quinta do Alemão ou Quinta da Graça - VEJA AQUI


 Quinta do Alemão

 

 Incêndio no terreno contíguo à Qt.ª do Alemão

Trata-se dum espaço arborizado, com uma dimensão suficiente, para transforma-lo numa desejável área verde que pudesse ser fruída pelas diferentes faixas etárias. Haja, pois, vontade política, que imaginação não nos faltará!!...Para além deste espaço, situado entre as ruas Keil do Amaral e Pardal Monteiro, existe um outro a Norte deste, do outro lado da citada Rua Pardal Monteiro, ou seja, um terreno expectante, que vai desde a Rotunda do Relógio e percorre uma parte considerável da Avenida Marechal Gomes da Costa - local para onde a CML já teve previsto alguns projectos e/ou equipamentos - que poderia, desejavelmente, ser transformado numa área de campos de piso sintético que estivessem, dotados das necessárias infraestruturas de apoio destinadas quer aos praticantes, quer aos visitantes, criando-se, deste modo, alguns quantos postos de trabalho e mais equipamento desportivo de grande utilidade para Lisboa e que, ainda por cima, teria a vantagem de conferir a esta área da Freguesia de Marvila um aspecto humanizado e digno que existe, na mesma zona, do outro lado da Marechal Gomes da Costa e que pertence à Freguesia dos Olivais - veja foto em baixo.

 área expectante

Diversos estudos sociais e as próprias estatísticas têm revelado que Marvila é uma das freguesias que apresenta os maiores índices de pobreza, de desemprego e de exclusão social.

É um dever dos nossos políticos, dos governantes (ao nível local e central), bem como, da chamada sociedade civil, o combate a este flagelo social.

Em Marvila há por, razões sócio-culturais entre outras, um grande índice de insucesso escolar entre a camada jovem. As fracas habilitações, ainda por cima,  associadas à crise que afecta de sobremaneira o nosso país, ao desemprego galopante e à fraca procura de novos colaboradores por parte de muito poucos empregadores  e ainda  ao estigma que, quer sejamos Marvila ou Chelas,  existe  e continuará a existor sobre esta área da cidade de Lisboa, impõe, julgamos nós, da parte de todos, com a maior urgência,  uma grande  determinação e igualmente uma grande criatividade para, duma forma sustentada, encontrarmos as  respostas que terão de passar, necessariamente, pela formação profissional, pela certificação de competências e por estímulos à criação/promoção do auto-emprego.

Sabemos que o Governo, através do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, tem lançado mão  de programas na área social, nomeadamente do PARES, para a criação em regiões do interior do País de algumas respostas sociais que visam também a criação de novos empregos. Em Lisboa, a CML, através da empresa que faz a gestão dos bairros municipais, a Gebalis, está a investir nalguns moradores (zeladores de bairro) no sentido da manutenção de espaços públicos e do mobiliário urbano.

Sendo um pouco mais ambiciosos, pensamos que não será descabida, antes pelo contrário, a nossa proposta de, através de um processo negociado e com as devidas compensações, darmos novos usos a edifícios, datados dos finais do Século XIX ou do início do Século XX,  que estão sub-ocupados, degradados ou degradar-se, como é o caso  destes que integram a referida Quinta do Alemão/Quinta da Graça.

Sem  qualquer pretensão de apresentarmos uma ideia acabada, pensamos que seria, técnica e economicamente, viável  a transformação/adaptação deste conjunto de  edifícios  a algumas respostas sociais: lar de idosos; pousada de juventude; espaço jovem; espaço de formação profissional; espaço cultural, etc.

Estas nossas propostas, contidas nestas últimas três peças, ora aqui editadas, (passaram uma auscultação/aconselhamento, muito significativa/representativa de alguns dos potenciais interessados) e vêm, sem margem para quaisquer dúvidas,  ao encontro de necessidades reais da comunidade residente nesta área Oriental de Lisboa quer no que diz respeito às propostas de respostas sociais, quer naquilo que  à criação de postos de trabalho, micro empresas ou auto-empregos diz respeito.

Haja, pois, quem as queira aproveitar ou adoptar.

Actualizado em ( Segunda, 29 Junho 2009 01:12 )
 
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